Reflexo do batimento escuro e das voltas que tu dás à cabeça.
Tendes a criar a imagem perfeita da tua não perfeição.
Vives bloqueado pelo sol ofuscante que te congela.
Corres pelos mil metros de sucesso.
Eu não.
Pagas o teu valor em cêntimos.
Por isso é que não dás nada aos que precisam.
Bebes o café escaldante e boémio.
Perdes a noção do tempo.
Eu não.
Editas-te. Modificas-te. Rasgas o absurdo.
Apodreces em circulos.
És o observatório restrito.
O fantasma dos que não foram.
Eu não.
Viajas no subterrâneo da tua consciência.
Levas como unica luz a tua sabedoria.
Incendeias-te em negação.
Gritas o silêncio dos que não falam.
Eu não.
Tendes a criar a imagem perfeita da tua não perfeição.
Vives bloqueado pelo sol ofuscante que te congela.
Corres pelos mil metros de sucesso.
Eu não.
Pagas o teu valor em cêntimos.
Por isso é que não dás nada aos que precisam.
Bebes o café escaldante e boémio.
Perdes a noção do tempo.
Eu não.
Editas-te. Modificas-te. Rasgas o absurdo.
Apodreces em circulos.
És o observatório restrito.
O fantasma dos que não foram.
Eu não.
Viajas no subterrâneo da tua consciência.
Levas como unica luz a tua sabedoria.
Incendeias-te em negação.
Gritas o silêncio dos que não falam.
Eu não.
— Tiago Neto, a contra-maré.





